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O início

Um projeto de pesquisa ambiental desenvolvido a partir de 2019, para mapear a existência de mamíferos de grande porte na Serra Geral do Paranã, no Município de Planaltina de Goiás, motivou a criação do Instituto José Menck de Pesquisa Ambiental um ano depois.

Para isso, foram contratados os biólogos do Brasília é o Bicho, organização atuante em pesquisa da fauna do Cerrado.

As primeiras pesquisas registraram a presença de grandes felinos e outros mamíferos, sob risco de extinção em uma área de 500 hectares no alto da Serra do Paranã, no Município de Planaltina de Goiás, GO.

A vegetação nativa presente, afirmam os biólogos que realizaram as pesquisas, é um recurso essencial para dispor das exigências ecológicas de algumas espécies, que precisam se deslocar por grandes territórios.

Essas espécies habitam, sobretudo, o alto da Serra Geral do Paranã, um corredor de aproximadamente  200 km, que se inicia ao norte do DF até a área da Chapada dos Veadeiros (municípios de Alto Paraíso de Goiás e Cavalcante, em Goiás), por onde circulam livremente, trecho constituído por reservas legais de terras particulares.

Estratégias e ações estabelecidas pelo Instituto

  • Pesquisa “Levantamento dos mamíferos de médio e grande porte na Serra Geral do Paranã” – projeto Trilha da Onça do Paranã;
  • Fonte de informações e ambiente para pesquisas acadêmicas in-loco voltadas à elaboração de teses de mestrado e de doutorado;
  • Pesquisa sobre insetos, com foco inicial nas abelhas nativas, que são responsáveis na polinização da flora nativa;
  • Execução do inventário florestal da Serra Geral do Paranã;
  • Envolvimento de produtores rurais nas iniciativas de preservação ambiental e na adoção de protocolos boas práticas de produção agropecuária de forma a compatibilizá-las com a preservação ambiental;
  • Certificação da produção agropecuária compatível com a preservação ambiental (rastreabilidade de produção);
  • Mobilização da sociedade civil e autoridades públicas para a preservação ambiental da Serra Geral do Paranã;
  • Instituição, até 2026, do Prêmio José Menck de Pesquisa Ambiental;
  • Criação, em 4 anos, do Centro de Pesquisa Élvia Rezende’, em Alto Paraíso de Goiás (GO), onde há extensa área de Cerrado intocado;
  • Criação, até 2030, do Instituto de Ensino Superior de Ciências Biológicas, cujo campus será em Alto Paraíso de Goiás, GO, com foco na pesquisa e preservação ambiental;
  • Criação de Reservas Particulares (RPPNs), vinculadas ou não ao turismo responsável;
  • Expandir a área de atuação dos projetos para toda a extensão do corredor ecológico da Serra Geral do Paranã.

Projetos ambientais geram valor agregado para os produtos rurais

O Instituto José Menck tem por um de seus objetivos promover e realizar ações para compatibilizar a preservação e a conservação ambiental da Serra Geral do Paranã com a produção agropecuária. Isso porque esta atividade econômica também está diante de ameaças, o que significa impactos na produção de alimentos, nos negócios e nos empregos de muitas famílias.

A região, onde se localiza a Serra Geral do Paranã, é consolidada, na sua maior parte, como área agrícola e, para assim permanecer e progredir, os produtores rurais necessitam apoiar a preservação da fauna, da flora e dos demais recursos naturais, como os hídricos (nascentes e rios).

O Instituto José Menck, originado com base na filosofia empreendedora de um produtor rural e defensor da preservação ambiental, já atua para mobilizar os produtores rurais a essas questões relativas à preservação ambiental.

Ao se integrarem às iniciativas ambientais do Instituto, os produtores rurais da Região poderão agregar valor à sua produção na hora de ofertá-la aos diferentes mercados consumidores.

Afinal, poderão contar com um ‘selo’ de que seus produtos – soja, milho, sorgo, feijão, trigo, entre outros – não são oriundos de áreas onde o meio ambiente sofre agressões, mas, sim, de uma localidade em há boas práticas de produção agropecuária, ou seja, praticam iniciativas concretas de preservação da fauna, da flora, dos recursos hídricos e do solo, ou seja, do meio ambiente.

Na visão do Instituto José Menck, o envolvimento de toda a população, em especial dos produtores rurais, é essencial para a manutenção da biodiversidade, conciliando a proteção ambiental com produção agropecuária responsável e cada vez mais tecnológica, tendo sempre em vista a minimização dos impactos ambientais.

Ao se integrarem às iniciativas ambientais do Instituto, os produtores rurais da Região poderão agregar valor à sua produção na hora de ofertá-la aos diferentes mercados consumidores.

José Menck, o inspirador

José Menck (1929 – 2014) e Maria Nazaré Mascarenhas Menck (1927 – 2020).

O Instituto concretiza os pensamentos e ações de seu inspirador, José Menck (1929 – 2014), bem como os de sua esposa, Maria Nazaré Mascarenhas Menck (1927 – 2020).

Além de atuar em seu escritório de advocacia em Brasília, José Menck se dedicava à produção agropecuária. Ele é considerado um dos pioneiros do desenvolvimento agrícola do Centro-Oeste combinado à preocupação da preservação da vida silvestre e da flora do bioma do Cerrado.

Há várias décadas, José Menck já entendia que a preservação ambiental era compatível e necessária para o desenvolvimento agrícola. Tanto que sempre primou em observar os cuidados com a terra, preservar as nascentes, córregos e rios, e combater a caça.

Na área onde, nos anos 80, iniciou as culturas de grãos, em Planaltina de Goiás, foram mantidas intactas glebas na Serra Geral do Paranã, onde a fauna e a flora foram e continuam sendo preservadas.

Essa filosofia empreendedora está expressa no Instituto José Menck e é a inspiração para todos os seus projetos.

Breve histórico

José Menck nasceu em Paranapanema (SP), em 20 de maio de 1929. Bacharelou-se em Ciências Contábeis e Atuariais, em Ciências Econômicas e em Direito, diplomando-se ainda pela Escola Paulista de Agrimensura.

Exerceu mandatos de deputado federal e atuou em várias questões, entre as quais, a educação e a assistência social, tendo sido autor do projeto que criou o salário-educação e de proposições que instituía o Fundo Nacional de Amparo à Pequena Indústria por meio de financiamento a curto e a longo prazos.

Afastou-se da carreira política em janeiro de 1967. José Menck e sua esposa Maria Nazaré Mascarenhas Menck iniciaram a atividade jurídica no Rio de Janeiro, onde atendiam diversas organizações do Terceiro Setor e empresas de vulto nacional nas áreas de Direito Administrativo e Imobiliário. José Menck exerceu também as atividades de jornalista, professor e economista.

Parcerias

Brasília é o Bicho

A organização Brasília é o Bicho é parceira do Instituto José Menck. Realiza os estudos técnicos relativos a fauna do Cerrado que embasam as ações do Instituto.

Saiba mais sobre o Brasília é o Bicho:

Principais Apoiadores